Como pode um local tão fabuloso, com suas praias cintilantes, ser palco de tanta desgraça?
Um país povoado por guerreiros, por pessoas que carregam em sua história a marca da bravura, da coragem e das tradições antigas.
Um povo que lutou para ser independente, que lutou para permanecer vivo, que lutou por sua terra, por suas raízes...
Dizimado ao extremo, numa história não muito diferente da nossa, que foi saqueado das maneiras mais vis possíveis, que viu o cajado dos poderosos sobrepujá-los, e ainda assim, mantiveram-se valentes.
Um povo sofrido, que canta suas misérias, que dança suas angústias, e que não vê a hora de ser livre.
Devastado pela mão humana, devastado pelas forças sobrenaturais da natureza, devastado pela pobreza sem precedentes, devastado pela falta de esperança.
Muitos correm para áreas vizinhas, muito menos em busca de um lugar para morar, e muito mais em busca de paz de espírito, num esforço de deixar para trás os miseráveis séculos que compõem a sua história.
Até quando esse povo conseguirá permanecer tão valente, como nos tempos em que os índios que habitavam a terra e os escravos chegados da África lutaram e relutaram?
Deus ajude esse povo a reecontrar o caminho para a felicidade, pois eles estão à espera dela...
Que aqueles que têm braços, condições econômicas e visibilidade possam ajudá-los de alguma forma. Nós, expectadores dessa tragédia, colaboramos com nossas orações, nossas preces, e algo diferentemente bom possa acontecer a eles.
Somos todos um só povo, uma só raça, a humana, por isso, sinto muito por todos mortos nessa desgraça, por aqueles que perderam seus familiares, pelos brasileiros que estavam lá...
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